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A câmara de comércio do Brasil no Luxemburgo (CCBRALUX) foi criada no passado mês de fevereiro com dois objetivos em mente: apoiar a integração da comunidade no Grão-Ducado e dinamizar a vertente económica entre os dois países. Neste capítulo, os fundos de investimento terão um papel chave.

“Na parte económica, queremos promover negócios entre o Brasil e o Luxemburgo. Há agora um grande influxo de fundos de investimento brasileiros, do setor das pensões, nos fundos de investimento luxemburgueses. No Brasil esse setor é muito fechado, mas agora o mercado luxemburguês está a dar acesso ao mercado brasileiro, o que abre portas para que haja maior reciprocidade”, disse, ao Contacto, André Bezerril, cônsul honorário do Brasil no Grão-Ducado e um dos fundadores da CCBRALUX, juntamente com Cândida Nedog, Flavia Bley e Amanda Campagnani.

“Este mercado dos fundos de investimento é um dos grandes motivos que levaram à abertura da embaixada luxemburguesa no Brasil. Como há muito interesse bilateral entre os dois países, quisemos aproveitar este momento para ajudar a propagar essa dinâmica”, acrescenta André Bezerril, que é também consultor na área dos fundos de investimento.

Números a subir

Questionado sobre a abertura de uma embaixada do Brasil no Luxemburgo, o cônsul honorário diz que isso “seria maravilhoso”, até porque o número de residentes brasileiros já o justifica. “Legalmente temos cerca de 2.500 brasileiros, sobretudo com vistos de trabalho. Mas existem muitos outros que estão registados como luxemburgueses, portugueses ou italianos. A estimativa é de seis mil brasileiros.”

Mas os números podem não ficar por aqui. É que os descendendes de luxemburgueses estão a regressar ao país. “Temos cada vez mais brasileiros aqui no Luxemburgo porque, a partir de 2019 os descendentes de luxemburgueses não vão ter benefício para adquirir a nacionalidade. Vão ter de passar pelo processo normal. Então, muitos brasileiros descendentes de luxemburgueses estão a chegar ao Luxemburgo. Dou o exemplo da família Bley, descendente do engenheiro Nicolas Bley, que era de Feulen (norte do Luxemburgo). A nossa colega Flavia Bley foi uma das primeiras descendentes da família a adquirir a nacionalidade luxemburguesa e agora há muitos outros pedidos dessa e de outras famílias no Ministério da Imigração”, conta o cônsul honorário.

Quanto ao apoio à comunidade, a CCBRALUX quer aproveitar o crescimento da comunidade para “estruturá-la”. “Queremos estruturar e integrar melhor a comunidade através de cursos de luxemburguês e português, além de aulas de história do Brasil para as crianças. Ajudamos também a preparar os brasileiros para os exames de ensino médio, no consulado em Bruxelas”, conclui André Bezerril.

Mais informações sobre a câmara de comércio no Facebook CCBRALUX ou através do email info@ccbralux.lu

https://www.wort.lu/pt/economia/nova-camara-de-comercio-do-brasil-aposta-nos-fundos-de-investimento-5a9fe36bc1097cee25b839d4